Morreu a arquitecta Zaha Hadid.

 

Zaha Hadid  (1950-2016)

imagesZaha Hadid, uma das figuras mais importantes da arquitectura contemporânea, morreu esta quinta-feira, em Miami, na sequência de um ataque cardíaco. A notícia foi confirmada pela sua firma de arquitetos, a Zaha Hadid Arquitects, que, num comunicado, esclareceu que Hadid estava internada num hospital devido a uma bronquite, contraída no início desta semana.

 

“Sofreu um ataque cardíaco súbito enquanto estava a receber tratamento no hospital”, refere a nota, citada pelo Guardian. A arquitecta tinha 65 anos.

Nascida a 31 de outubro de 1950, em Bagdade, no Iraque, Hadid tornou-se na primeira mulher a receber o Prémio Pritzker de Arquitectura, a distinção mais importante dentro da área, e a medalha de ouro do Real Instituto dos Arquitetos Britânicos.

Zaha Hadid cresceu numa dos primeiros edifícios de Bagdade inspirado pela escola de arte alemã Bauhaus, numa altura em que o modernismo era sinónimo de glamour no Médio Oriente. Começou por estudar matemática, na Universidade Americana de Beirute, tendo-se depois mudado para Londres para frequentar a Architectural Association School of Architecture e lançar a sua carreira como arquiteta.

Em 1979, fundou a sua própria empresa de arquitetura, a Zaha Hadid Arquitects, à medida que ia ganhando reputação a nível mundial pelos seus trabalhos desafiadores e inovadores, como o “The Peak” (1983), em Hong Kong, o “Kurfürstendamm” (1986), em Berlim, e a Ópera de Cardiff (1994), no País de Gales.

Mais recentemente, foi responsável pelo projeto do Centro Aquático das Olimpíadas de Londres (2012), pela estação ferroviária de Nápoles (2013), em Itália, e pelo edifício Investcorp do St. Antony’s College, da Universidade de Oxford.

Uma arquitecta diferente de todas as outras

Em declarações ao jornal britânico, Richard Rogers, arquiteto responsável pelo projeto do Centro Pompidou, em Paris, e da Millenium Dome, em Londres, disse que a notícia da morte da arquiteta era “mesmo, mesmo terrível”. “Era uma grande arquiteta, uma mulher e uma pessoa fantástica. Dos arquitetos emergentes dos últimos anos, ninguém teve mais impacto do que ela. Ela lutou pela sua posição enquanto mulher, lutou por cada centímetro. É uma grande perda.”

Graham Morrison, arquiteto principal da Zaha Hadid Arquitects, descreveu Hadid como sendo “tão diferente que não existia ninguém como ela”. “Ela não encaixava, e não digo isto de forma pejorativa. Ela vivia num mundo só dela e era extraordinária.”

Nas redes sociais, também já começaram a surgir as primeiras reações. Boris Johnson, presidente da Câmara Municipal de Londres, disse que era “muito triste saber da morte de Zaha Hadid”. “Ela era uma inspiração e o seu legado prevalece em edifícios lindíssimos em Stafford e no mundo inteiro”, escreveu Johnson no Twitter.

 

fonte: http://observador.pt/2016/03/31/morreu-arquiteta-zaha-hadid-aos-65-anos/

 

 

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