Morreu o arquitecto Nuno Teotónio Pereira

O arquitecto Nuno Teotónio Pereira, que iria completar os 94 anos no próximo dia 30 de Janeiro, “faleceu em casa, rodeado pela família”, cerca do meio-dia do passado dia 20 de Janeiro 2016.

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Nascido em Lisboa, em 1922, formou-se em arquitectura pela Escola de Belas Artes de Lisboa, foi autor e coautor de dezenas de projectos e também um histórico defensor de direitos cívicos e políticos durante o regime salazarista.

Em Abril de 2015, Nuno Teotónio Pereira foi distinguido com o Prémio Universidade de Lisboa 2015, pelo exercício “brilhante” na área da arquitectura e como “figura ética”.

São da sua autoria – ou em coautoria com arquitetos como Nuno Portas, Bartolomeu Costa Cabral e João Braula Reis – o Bloco das Águas Livres, classificado em 2012 como monumento de interesse público, a Torre de Habitação Social nos Olivais Norte, o chamado Edifício ‘Franjinhas’ e a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, projectos realizados em Lisboa, distinguidos com Prémios Valmor.

Teotónio Pereira foi um dos arquitectos pioneiros na área da habitação social, tendo projectado não só para Lisboa, mas também para Braga, Castelo Branco, Póvoa de Santa Iria, Barcelos e Vila Nova de Famalicão, nos anos de 1950 a 1970.
Entre 1948 a 1972, foi consultor de Habitações Económicas na Federação das Caixas de Previdência, tendo realizado o primeiro concurso para habitações de renda controlada.

Foi galardoado com o 2.º Prémio Nacional de Arquitectura da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), pelo Edifício das Águas Livres, e Prémios Valmor para a Torre de Habitação nos Olivais Norte (1967), Edifício Franjinhas (1971) e Igreja do Sagrado Coração de Jesus (1975).
Era membro honorário da Ordem dos Arquitectos desde 2004 e Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (2003) e pela Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa (2005).

frase de Nuno Teotónio Pereira (“Tempos, Lugares, Pessoas”, p. 103):
“É chegada a hora de reconhecer o interesse público da arquitectura, enquanto organiza, qualifica e humaniza o espaço; disciplinar a ocupação do território; exigir produções de qualidade através da atribuição das respectivas responsabilidades… É preciso que o direito à Arquitectura chegue a todos, dentro de um quadro de competitividade que tenha por critério a qualidade técnica e cultural.”

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fonte: http://www.hardmusica.pt/cultura/outros/31917-morreu-o-arquitecto-nuno-teotonio-pereira.html

Leia aqui uma das entrevistas do arquitecto.
Esta entrevista foi publicada originalmente em NU nº 27, tema “Habitar”, revista de arquitectura dos estudantes da Escola de Arquitectura de Coimbra, e reeditada especialmente para o Portal Vitruvius.

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